Estava no Orkut e não sei como cheguei a uma mulher aleatória, ela aparentava mais de 30, e o conteúdo daquilo me interessou. Eu puxei uma conversa no andar despretensioso de um urubu malandro. Ela voltava da Itália com o filho, pois acabava de se divorciar.
Ela não tinha MSN e acabava de chegar ao Brasil algumas semanas, porém mantínhamos contato via telefone mesmo. Ela casou se muito jovem e demonstrou nos diálogos uma certa burrice emocional e uma “sugassanguinolenta” carência e necessidade de atenção. Ao longo do tempo fomos conversando, e eu tinha certo medo de encontrar mulheres que não conhecia, muitas loucas soltas por aí. Até que num domingo eu decidi e marquei de encontrar a tal moça interessante até tal ponto.
Vamos dizer que ela se chama Valéria pra eu preservar sua identidade, se eu reproduzir diálogos demais vou acabar inventando pra vocês, pois já faz mais de um ano o ocorrido.
Valéria me interessava com sua conversa, mas tinha uma auto estima horrível e broxante, mas de qualquer forma uma mulher acima dos trinta me deixa retorcendo de possíveis delícias desinibidas que podem acontecer, olhos nos olhos eu derretia enquanto tomávamos chopp eu ficava travado a todo tempo, fitando a boca que falava besteiras a todo tempo, o corpo dentro daquela roupa que não me lembro qual era, estava anestesiado. Ela me contou que estava apaixonada, e esse era um “homem” casado. Ele já havia ligado duas vezes, ela dizia que estava com um “amigo” e essa palavra me incomodava profundamente. Enquanto eu estava louco fumegante para tocar nem mais os lábios, mas cair em cima como um meteoro puxando logo aquela porra de alça da sua blusa que não lembro como era pois só via essa mulher nua de vulva inevitavelmente intumescida.
O telefone dela tocou novamente e o assunto é cortado, coisa que todos adoram que aconteça, claro que só ouvi o que ela falava:
-Oi meu bem.
-Estou na rua da Bahia com um amigo já te falei.
-Aonde, não sei onde fica direito é perto de sei lá. Onde fica isso? – Me perguntou.
-Augusto de Lima com Bahia – respondi.
-Com Augusto de Lima. Então você vem?
Eu comecei a gesticular com o dedo e mexer a boca com os olhos arregalados de praxe, dizendo:
-NÃO! NÃO! NÃO!.
Ela olhou espantada para trás, eu olhei enquanto gesticulava ele chegava. Eu não sabia onde enfiar o dedo de “NÃO!”. O idiota sorriu, ela levantou e beijou o idiota e ele fingiu que nada aconteceu, e pelo menos demonstrou educação, pois era um careca e alto de cargo público poderoso, pedante que se achava o bam bam bam, mais um idiota que infelizmente ingressou na carreira jurídica para satisfazer o próprio umbiEgo. Mas ele nos ofereceu mais um chopp, depois de terminar o copo me despedi sem olhar nos olhos de ninguém alegando passar mal. A garçonete nada entendeu, e eu fui atordoado pra casa, naquela bebedeira nojentamente limpa e anestesiada, morrendo de dor de tanta excitação que passei sem alívio.
29 Março 2009
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