03 Janeiro 2008

O controle remoto da hipocrisia, da vida fácil, do idealismo barato. [Hienas, Lontras, Robôs e Ejaculações] amo colchetes se pudesse enfiaria entre.

Concordo no tanto que a globalização [globelezação] tira da gente tamanha flexibilidade a respeito de nossas verdadeiras personalidades em essência, ando pensando muito a respeito, pois a minha bipolaridade para com a vida anda sendo negada por algo em minha pessoa. Gostaria de citar o exemplo de uma pessoa fictícia, mas temo aqui ficar juntando chusmas de rancor e publicando-as guardando-as e ouvido comentários a respeito das mesmas me jogando contra meus próprios princípios no quesito cuidar da vida alheia.Decido tudo enquanto escrevo, escrevo coisas boas lembrando das ruins, escrevo ruins apenas voltado para as agradáveis, de bon vivant. Escrevo apenas em fases difíceis ou constrangedoras, e me deixa bem, me deixa com esperança, pois combate e ao mesmo tempo aflora tanto essa nossa detestável dualidade, que imenda com a hipocrisia, que imenda com auto-afirmações, que imenda com convivências, e que faz a todos nós voltarmos dessa viagem mais confusos, estranhos, lapidados em forma de cocô. Penso no melhor pra humanidade, mas logo me vem uma vontade imensa de cagar, e assim o movimento peristáltico faz com que minhas maiores obras em Terra sejam feitas na louça do vaso sanitário. É difícil sairmos do vício, é difícil sermos falsos elogiando aquilo que nem temos opinião e nem temos vontade de ter [olha meu anel novo] [nossa bonito hein!], é difícil vermos pessoas que amamos beijar outras, é difícil escrever enquanto sua família grita em sua volta e fingir que não se importa com isso, é difícil ter fé nos momentos difíceis e mantê-la juncionada diretamente ao racionalismo sem pessimismo, enfim... é difícil não querer subir na cruz, é uma tentação.Quem alimenta um pólo achando que vai passar tudo quando melhorar, está enganado, quem sobe na cruz no fracasso, alimenta o outro pólo da questão e ostenta cagalhões disfarçados de lealdade e outras qualidades, como projetinhos de fariseus.Certa Festa lá estava eu, chateado com uma menina que na verdade não sabia nem a hora que estava com fome, mas tinha brilhos nos olhos de muita coragem... Bobagem, nem deu a volta no quarteirão ainda pra saber mesmo de si, ou desses corações de leão que alimentam por aí. Zoológicos de gente, de plantas de tudo. Ela aproveitava a festa como uma louca, e isso me irritava, com minha mãozinha enfaixada, cercado de amigos que riam, riam, riam, e depois quando eu acordava via minhas partes íntimas e minhas tripas sendo devoradas por hienas, e meus amigos não puderam me esperar, aonde estariam eles? aonde?? vocês não são essas hienas são??? DEVOLVAM MINHAS ENTRANHAS!!! e comecei a brigar com uma por uma, do jeito que gosto, estilo samurai, saquei então minhas cartas metálicas e finas, e uma por uma, tinham seus pescoços e patas cortadas, então peguei de volta meu fígado, dei um trago numa Orlloff, e voltei mais forte._Morram Hienas!!!_eu gritava_ MORRAM!!!_e elas esfacelavam em minhas frentes, caiam, com suas presas sujas de sangue pela última vez, zap recuperei meus rins, beijei-os, prometi nunca mais abandoná-los, nunca mais maltratá-los, beijei-os novamente com fervor e os coloquei no lugar.Ali tinha uma hiena enorme, devia ter uns 150 quilos, e parecia me atacar apenas por ser glutônicamente falando problemática e primitiva, tinha olhos lindos e distantes, prometi lealdade ou trégua e ela ficou ao meu lado, mas sempre que eu dormia nessa planície amarela-açafrão, ela roía discretamente meu peito na altura do coração, e eu acordava nervoso sempre que eu ameaçava tirar mais uma carta laminada da manga ela me olhava cheia de tristeza como se não tivesse culpa, como se fosse um estigma, e então me jurava lealdade pois não tinha outra opção senão essa, já que lucraria mais ao meu lado, não sobreviveria muito tempo na planície uma hiena com hipotireoidismo.Emily estava ao meu lado nesta luta irritante, trabalhando quase como uma mercenária, em troca da parte mais sutil do meu coração. Ela fingia que não se importava, mas meus sonhos me mostravam sempre o apetite voraz dela, então acordava, acordava sem pressa de voltar à realidade na época. Nesses sonhos às vezes se seguiam, então eu aparecia num lugar acinzentado e suave, e sabia que ali não dependia só de mim pra luz se tornar prata. Então lá estava a Hiena Obesa, com uma coleira dourada com um nome bíblico, uma mulher de olhos bonitos e vazios, que no fim eu sempre vinha a descobrir que era pilotada por uma lontra-cientista, e mais algumas pessoas inúteis e metidas, então me obrigavam a comer toda a carne de Emily começando pela Vagina, depois o osso da vagina, depois tudo, deixando sobrar apenas o coração e mesmo de barriga cheia eu queria apenas aquilo, não precisava de mais nada senão aquela iguaria, então pegavam o coração dela e guardavam numa grande caixa de metal. E parecia que o coração concordava com isso tudo, parecia que não sabia pra onde ir, se o colocassemos no chão iria bater e andar como um celular vibrando numa mesa.Emily lutava com fervor, adoro mulheres guerreiras, e gostosas ao mesmo tempo, femininas, e independentes, coração lindo, criteriosamente dentro da caixa de aço, como se fosse uma bomba-H prestes a arrancar a pele de todos em sua volta.Na festa essa mulher-robô pilotada por uma lontra estava, e se mostrava interessada em mim, eu sempre preferia conversar com Emily, o resto era muito idiota, mas ela se virou bastante pra mim, mostrou suas pernas que pareciam quentes com uma pele suave de esfregar ao foder, ela me levou ao seu carro, não tinha idéia da complexidade já que parecia apenas uma mulher burra pra dirigir, agora uma lontra pilotando o robô de uma mulher gostosa e burra, e esse robô pilotando um era pior ainda. Enfim, essa lontra, é gorda gosta de novela, de falar da vida alheia, de doces chocolate inclusive, sexo libertino daqueles sem satisfação e sim finalizado o dia pela exaustão pois não sabia nem o valor de uma foda, era verdadeiramente a personificação do número 6, uma linha que descia descia e entrava em vício. O robô que ela pilotava, era bem sucedido, tinha carro próprio, um bom emprego, uma voz altiva/anasalada/ponderada que iludia a qualquer um que era um ser de muita consistência nos atos, mas quando entrava em pane, agia como uma adolescente desesperada, e eu adorava causar isso nela, até o dia que ela deu curto, enquanto eu enfiava minha pica nela e nós dois gozavamos juntos, ela pifou, a lontra hoje trabalha na exploração de minério ao Sul da Irlanda, eu? Segui lado a lado com a mulher que mais amo, ela se chama em essência, a Banalização dos valores humanos.

FIM!... Ou Não, talvez não seja a morte que nos separe.

[Felipe Galvan]

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