25 Setembro 2007
25/09/2007 - Filho criado por Avós, mais adulto do que as "crianças profissionais"?
Nesse mundo brincam com nossa alma, usando de estereótipos inconscientes. Essas inconhas nos devem perturbações pelo fato de aceitarmos esse lixo mental de baixa qualidade [provável origem televisiva] ondas de pedra vagando em nosso mar sub/incônscio.
A maioria daqueles criados com Avós que pude conviver, demonstraram sim, uma certa paixão por revoltas, mas a maioria até mesmo pela "lógica violenta" têm sérios problemas focados na separação dos pais. Mas não estou aqui escrevendo dramaturgia, mesmo se estivesse não subiria na cruz, pra demonstrar excessos de razão/reclamação.
Gosto de reclamar, no sentido de sua etimologia, aonde tiver oportunidade de ver ou ler um Clamor de um cérebro fundido pela rede aborígene de televisão, estaria no caso apenas RE-CLAMANDO.
Vim para sabotar o português, por quê pareço em rodas de revoltas, mas dou foda-se sem agressividade. Apenas sei separar o que é problema meu e o que não é. O que me preocupo. E os problemas alheios em que posso ajudar. Se não posso nada fazer entrego ao deus Apollo o SOL. "Sol"amento. A vida é dura como diria no "Cheiro do Ralo" a vida é louca como diria Cazuza e como diria o velho Lobo vida é bandida a vida é doce e como eu digo, a vida continua. Já passamos da fase dos intelectuais de boteco, intelectuais de rodoviária, oportunistas pseudo-Dostoiévskis de ocasião, biscates de troco uma poesia por marafo*. É certo que pareço agressivo pelo meu perfil do orkut e minhas escritas e alguns comportamentos, mas não vai ser aqui no ápice da inspiração que vou me assumir uma pessoa amável, ética e justa. Mas em nome dos injustiçados mostro algo de um mundo desconhecido pra muitos.
Quem mora com avós, compreende as pessoas com mais paciência, começa a cuidar mais cedo de quem os criou, aprende-se também, aquela magia dócil do prazer de cozinhar e receber alguém em casa, em servir cerveja, em banalizar divórcios, e começar a ajudar em casa trabalhando antes de todos, também assumir uma vida mais adulta e independente mais cedo.
Mas não confundam, adultos com "gente grande" aqueles que percebíamos com mais facilidade quando éramos crianças, aqueles que comeram uma mulher primeiro que todos, bateram punheta antes de todo mundo, já dirigiram várias vezes, isso é o que eles dizem, huh?. Agora esses pseudo-adultos estão mais difusos e disfarçados, mas já detecto esses "campeões" de longe e aprendi o nome de uma suposta patologia para relacionar a isso, banalizando-os para não me irritar [gosto dos meus sapatos sem pedras, meus rins também.] chamamos isso de Crianças profissionais. O que substituiu o brinquedo mais legal do mundo passou a ser um cigarro, um carro rebaixado, um mau-gosto irritante ou um bom-gosto ostensivo e forçado para seus intelectos.
Eta lelê to toma toma!!!
*N.P. Nota do Putardo[Marafo: Nome para Aguardente provavelmente vindo do Iorubá ou outro idioma africano]
Cuidado aguardente parece algo que os aguarda em qualquer esquina... que pena.. ou não? Gira seu mundo... Come essa vida antes que a vida te coma, ainda mais se a vida for um Macho no cio... corra corra... corra corra... antes que lhe currem e nessa hora não há aguardente pra vos ajudar. hahahaha
[Felipe Galvan]
24/09/2007 Abuso de Autoridade, Individualismo, dos dedos e do Fígado.
Contabilizando o Sabath, 30 Reais bem gastos, em uma caixa de doze cervejas e uma garrafa de campari, quatro limões, fora isso, 128 kb de Internet, um violão, dez dedos, seis cordas, seis músicas aprendidas, milhões de erros, bilhões de acertos, infinita paz.
Ao cair da noite de sábado, pouca luz, sem platéia presente, encerramento calmo do show de mim pra eu, "Todo Amor que Houver Nesta Vida", derramei todas as lágrimas que houver nesta vida, fechando a contabilidade do dia com 15 minutos imerso na solidão que fingimos não ouvir todo dia nessa cidade barulhenta. Mais parecia uma cirurgia que tirava bifes e bifes, cânceres e tumores, de luz morta fora de meu corpo, as vezes podemos ser o Pus da onipresença do pai nosso de cada dia.
O domingo começa parecido, Resto de Campari, música menos, pois havia azia nas pontas dos dedos. Mais a noite sigo caminho da rua, e dá-lhe chopp, "tá bem eu aceito", na mesa Talita, André, Vina, Fumingo e Lazlo. Rápidinho eu Fumingo e Lazlo fechamos-nos em torno de um violão, conversa boa, busquei o meu violão também e seguimos sem o resto do Pessoal à Praça. Lá não nos deparamos com as melhores companhias, e se deparamos, os mesmo não queriam muita conversa. Mas então rapidinho a Sol se junta a nós. Ela é legal, acho que gosta de conversar comigo e tem uma bunda que melhora o ambiente. Peregrinamos de bar em bar, ou não aceitavam o cartão que iriamos pagar, ou não permitiam violões no ambiente. Legal, vocês nem são dignos de ouvir solos do Testament mesmo, sem vontade de dar pérolas aos porcos e aos rodízios de massa, fomos putardos ao supermercado, tem gente que não lembra da ida, tem gente que não lembra da festa, as vezes da volta, ou como foi acordar em um lugar, eu nunca me lembro do super-mercado... trava mental.Orloff Mix, praça uma escada redonda tranquila encruzilhada de seis pistas, Sol se ria de besteiras comigo, Lazlo ensinava Fumingo sua vasta musicalidade putarda. Moradores de rua então chegam respeitam nosso alcool o que os torna muito gentis, bastando ao meu ver. Quando toquei "Me Chama" do Lobão aprendido no dia anterior, acompanhado pelo canto deles, fiquei surpreso, mas logo isso passou e deu lugar a um sentimento estranho, já que quando eu era criança essa música era de auxílio a uma campanha de menores abandonados, hoje todos nós eramos maiores de idade. Com isso passou o tempo, e eles já tinham suas esposas que os chamavam pra comer algo e ir dormir logo, e eu não tenho isso, mas tenho que trabalhar amanhã para nada, quem é mais mendigo? A minha diferença é que durante a semana tento fingir que sou gente do jeito que sr. Roberto Marinho sempre quis. Por isso me nego a meu sobrenome original, e agora sou de fato, Felipe Galvan. Nome de ave, olhos de abutre, talvez de cão selvagem, quando necessário carniceiro.Cansados fomos levar a Sol, já era alta madrugada, queria dormir os ossos pareciam madeira podre boiando no mar morto do inconsciente coletivo regional. Fomos abordados por "guardas" Municipais de forma agressiva-verbal por tocarmos violão em frente de uma casa abandonada, eles tinham medo, nós não. Eles nos confundiram com adolescentes que não conhecem o próprio direito, ééé...No mar de alienados acéfalos vocês trombaram tubarões, que até a lingua é afiada, tanta gente pra embucetar, e vem logo na gente, na verdade não tinha ninguém passando na rua, deviam ir pra suas guaritas assistir sexy time, ou ler um livro de verdade que não essas leis lusitanas batidas que possuímos com remendos.O magro era folgado e olhava nos meus olhos com raiva, eu ria por dentro, e mantinha minha postura fria ali, de alma lavada não dava a mínima, e pronto pra atacá-lo mais do que eles imaginavam, e o mais importante, a Razão estava do meu lado. Só que nesse dia ela resolveu manifestar no corpo de Lazlo, o forte voltou-se contra eu e Fumingo mandou-nos sair, ignoramos como se comprassemos uma briga, enquanto o Magro, levava um puta sermão judiciário e intelectual do que ele julgava ser um metaleiro adolescente. E tomava sem poder reagir tomava palavras, mas nisso eu estava com vontade de bater já, Que sermão, primeira vez que vejo um homem rosnar igual um leão, pois juba ele já tem. Na década de oitenta todos tinham.Quando disse que não éramos trabalhadores como eles, retruquei imediatamente com minha única palavra da discussão, "Nãããooo imaginaaa, e tenho que estudar também não viu amigo? já que você diz!" Fumingo permaneceu calado, sentiu medo, mas manteve a postura, gosto dele! Mas as vezes ele pode ser até mais ignorante que esses guardas, devem ser hormônios excessivos.Essa foi a gota d´água a eles, vencidos pelo auto=desgaste de tentar discutir, e com a cara no Chão deixamos=los, e eles diziam "sai quebrado" então vários de nós respondemos várias coisas, "tô saindo porque tô com sono", "saio porque eu quero, direito de ir e vir" "claro que sim, pois trabalho amanhã, deixamos Sol em casa. E na volta paguei de repentista e próximo desses guardinhas danei a tocar violão e berrar de forma repentista o Lixo humano que me abordou, veio me falar de direitos, e não sabe nem a hora de cagar.Em casa, embora feliz vomitei, tomei banho, e fiquei com saudade de autoridades de verdade por perto. Ficar no topo da própria vida faz frio e é desgastante, Fora transe, Sim equilíbrio.
[Felipe Galvan]
PAcTO ASSADO em: 1001 Receitas Hot-Dogmáticas

[by tio bispão Pedir Maiscedo]
Para Fazer um PAcTO com satã.
PRIMEIRO: chame Satã para te ajudar...
INGREDIENTES: 4 peitos de PAcTO 8 laranjas 1 limão Alho Sal Pimenta Maizena quanto baste
MODO DE PREPARO:Deixar o PAcTO temperado de um dia para o outro, com 5 laranjas, o limão, sal, pimenta e o alho.Levar ao forno com o suco.Deixar assar à 180º graus por 35 minutos.Retirar o molho da assadeira para uma panela, adicionar o restante das laranjas.Engrosar o molho em fogo brando com a maisena.E colocar o molho em cima do PAcTO.
Escolher o acompanhamento e comer.
adoro ver vocês rindo de coisas assim! mostra que a terra é redonda!...
14/09/2007 - Orgasmo Feminino
É terrível estar sujeito e ilhado a todo tempo, a farsas, e assim todos nós homens provavelmente [exceto prepotentes impotentes e onipotentes grandes inexistentes] estamos sujeitos a simulação do orgasmo feminino, nesse caso não entender se conjuga em todos, Orgasmo feminino? Eu não entendo, Tu provavelmente não entendes [acho que Dr. Jairo Bauer ou Penélope não estão lendo essa merda], Ele não entende Elas também não entendem e por aí vai!. Estou escrevendo esse artigo sobre o Clitóris, o cubo mágico que a natureza nos deu.. e conversando com Oitenta e Dez pessoas no msn, acho q eu sou bom sim! [hahahaha] Todos têm suas consideráveis formas de saber se produzem com bom desempenho, uns se enganam, outros criam um campo de sinceridade intangível e com o tempo simplesmente perguntam, outros ligam o som do carro alto numa música de mau-gosto para poder nunca imaginar que existem algumas coisinhas complicadas na vida. Minha forma de saber disso, é um pouco vaga, porém, interessante [se você ler isso nunca vai querer me dar. o que no caso de certas pessoas é uma grande vantagem pra mim]. Uso o senso de humor ,é indispensável, aquela piadinha que sempre inspiramos depois de sepultarmos o mau-humor, pois o tom da risada post-coitus [pfff] nos dá muitas respostas. Já ouvi risadas não tão agradáveis à minha auto-estima, não me importei nem um pouco. mas também ouvi gargalhadas ressonarem no meu âmago. Nessa hora eu estava no topo do mundo... e cravei minha bandeira por lá. E de fato é a melhor propaganda que existe, mas não interessa-me, gosto do carinho e do mistério por trás de olhos que parecem vidros moídos [e não Cerol]. Harmonia perfeita no campo, grana, campari e a certeza de nunca saber que pode estar ocorrendo um big-bang bem embaixo do meu nariz, pra ser mais necessário na ponta da lingua! Mais besteiróis[Polimonofosfato de Clorofluorcarboneto Besteiralina 12] Idéias soltas como a fumaça do meu cigarro, com mais opções de formato além de círculos, idiotas viciosos. Head Bang, Bitch Bang, Big Bang me, Big Bang you.Foi uma satisfação escrever pra vocês, prazer é só na cama.
10 Minutos Exatos para - 07 de Setembro de 2007

Já ia dormir no meu cemitério eletro-eletrônico, um som e uma tv estragados, e almas penadas de todos os livros já lidos. Então meu Tio foi saindo do quarto dele e me acordou derrubando um prato no corredor e ele não quebrou, agora falando do outro tio, o queridíssimo Tio Murphy que por interferência divina preferiu não quebrar o prato, deixa-lo quicar inteiro no chão doeu mais, incomodou mais, assustou mais, mas voltei a escrever, espero que não doa a quem ler.
Ando estudando mais do que o normal, um minuto de estudo seria mais do que o normal pra mim, cuidado então com o que anda lendo, tem muitos charlatães por ai, mas não vou dar nome aos Coelhos pois cansei-me de supracitar-los. Estou irritado com essa estorinha de PROCAN, primeiro porque tenho decendência indígena dos dois lados da família***. Segundo pelo fato de tentarem reparar o erro HOLOCÁUSTICO do racismo com outro erro de distinguir o branco do negro a pente fino. Vocês brancos que cagaram na entrada e na saída, Acho que a melhor forma de se redimir é ficando calado. Já é um grande prêmio, já que todos nós temos essa droga de sangue europeu na veia [do que não me orgulho nem um pouco]. Nesse caso o pior é que, aquilo que me irrita as duas opções da questãozinha em caso, tanto a de me submeter a testes de cor[...], quanto a opção de ter que disputar com pessoas que fazem questão de usar nike, ser de uma religião européia, me chamar de macumbeiro, torcer para times de origem racista, bom eles têm todo o direito mas ainda ter a cara de pau de serem vitimados acreditando ter a bela cultura de seus ascendentes? Posso ser de pele clara, mas perto dos gringos não. E não me interessa o céu ou inferno, apenas não ir para o mesmo lugar que essa multidão fútil, se eu morrer e tiver ainda de ver algo como um Nike Shox plasmado em energia, vomitarei as trevas umbralinas em cima. Internem meu espírito. Abram os olhos ninguém mais tem raça, sou cão selvagem e vira-lata, ninguém mais tem cor, todos Seres Humanos são azuis bebê, podem ter no máximo doze fotos e 999 amigos,mais um livro de scraps, nesse país o ser humano é livre para ter até 1000 comunidades, e a maioria tem escrito no peito! Sua inveja meu ibope??? Ainda alguns pseudo-sofisticados mudam a frase um pouco. Muitos desses invejados são caçadores da piedade alheia disfarçados esperando o bote, e na hora atacam em reversal auto-vitimando numa cena semi-teatral.
Depois dizem que eu sou o chato, se tantas pessoas fossem invejadas como dizem ser, precisariamos de cerca de 3 bilhões de pessoas no mundo a mais. Ou será que são solidárias e nenhum ser humano se contenta com a própria miséria e sempre quer a miséria de outrem? Aqueles que dormem de cabeça pra baixo nas árvores, não são menos dignos que nós. Sou um macaco metido a deus que tem polegares opositores, mas quero o do meu colega ao lado é mais legal. 6 Bilhões de seres catequizados por muitíssimo respeito ao suíngue da espada em nome de Deus [dancem com a lâmina], 180 Milhões destes, em status crítico e sem volta, pós-globelezação.
Estou adorando escrever hoje, gostaria de tomar mais um susto. E depois de revisar me lembrei de outro assunto que queria citar, na verdade a todo tempo escrevi todos esses dois posts tentando me lembrar do veículo mais importante de hoje da minha cabeça, mas esse vai ficar pra amanhã. ou depois, aí foi minha navalhada, Farewell. Vou amolar a língua.
***[saibam que depois de ler isso perceberei que estarão me olhando diferente, saibam também que estarei rindo por dentro.]
[Felipe Galvan]
06/09/2007 -


O que fazer do ouro de tolo?
Lixo? Livros? Paulo Coelho que vos diga o quanto.
Após voltar da aula e assistir minha meia-hora de tv da semana, fui a área de serviço, assentei-me na lavadora as janelas dos fundos me olhavam chorosas implorando para que as tirassem dali enquanto meus vizinhos morriam a cada brilho suas televisões e vislumbrando uma vida de verdade. Macacos que na primeira metade da vida se trancam numa jaula , no meio criam deuses, e na outra metade passam pedindo a chave da Jaula pra deus e de vez em quando brigando com os seguidores de deuses diferentes Foi ali que começou a ciclovia de palavras na minha cabeça. Hoje a ciclovia tinha movimento e tive de arcar com algumas escolha, sair para beber com um velho amigo recém-operado, nesse caso essa via teria um acidente e/ou engarrafamento, nem todos os dias conjugar o "verbo" boteco seria bom a meu departamento de trânsito, ou então poderia dormir, e diante de mim vislumbraria deus segurando uma bela placa cinza e me questionando de forma cativa: deseja desligar e perder todas as informações não salvas?. Prefiro então, estar aqui salvando-as. Se eu fosse comparado a um computador, meu disco rígido então poderia ser comparado a uma maria-mole talvez.
Não fui trabalhar hoje, prefiri ficar estudando em casa, aqui me preocupo menos com os recados da internet, tenho sofá, violão, livros aos montes, mas o que realmente importa é? tenho raíz plantada nesta terra. Mesmo porque no trabalho também tenho violão, e puxo o livro que quiser na rede mundial de desinformação, pornografia e violência.
A grande vantagem da internet, é que cada vez criamos focos de igualdade lá, o que facilita o crescimento daquilo que nos interessa, a internet nada mais é do que nós mesmos impressos numa tela projetada. Tudo aquilo que somos, passa na nossa frente e é alimentado por semelhantes. Por isso procuro ser semelhante a não-idiotas, e essa parcimônia já é um ponto de partida, do nada, para o nada. Um bom exemplo que carrego são as idéias do índio Don Juan, diz ele que não interessa o destino, é orgânico fato que envelheceremos e nos igualaremos a um mar de rugas, nostalgias, e ilusões de um mundo pior, mas sim o caminho aproveitado. Factual baby, fecho-lhes reverenciando como só macumbeiros conhecem "salve a malandragem".
Conversei com uma garota interessante, é, sim daquelas pessoas que me causam uma curiosidade parecida com um gato me arranhando por dentro com garras de espuma, Eu e minhas curiosidades e cismas, será que sou um louco de sentimentos ponderados? Como reagiriam as pessoas normais? Apaixonadas? Loucas querendo bolinar alguém? Pensando bem não quero estar na pele dos outros, prefiro imaginar como os hindús consideram pessoas como eu, que têm uma energia sexual fluente e não doentia, devo estar no auge do meu vigor, no topo da despretensão, por que não?? Será que aos 25 chegarei na plenitude de um quarentão? Espero não ter uma crise de meia idade tão cedo. Mas se os hindús inventaram o sistema decimal devem estar sim me julgando muito bem. Melhor que louco, melhor que qualquer coisa que as pessoas podem prever.
Gente previsível é chata? ou gente chata é previsível? Espero que não prevejam meu próximo parágrafo. Bom, eles que se criem afinidades doentias para lá, deixem-me recolher novamente ao escritório do Dr. Silêncio, com, gatos internos, curiosidades [...], hindús, placas cinzas e o melhor de tudo o Imprevisível. Por quê Templo é Dinheiro!
[Felipe Galvan]
Basta de Verdades
Às vezes, o tão somente fato de existir está embutido apenas na respiração
O peito bloqueia e retorna como sinal de transito...
E os pensamentos voam e caem como bolhas de sabão em janela de vidro
Borboletas insanas rondam a cabeça como quem não pede licença pra entrar
Borboletas essas que levam na mochila a consciência...
Mais do que deixei de fazer do que o fazer por si só...
Ainda bem que conto com meus dedos!
Viram tentáculos, e escondem olhos, boca, nariz, ouvidos...
Sinta o ar puro de dióxido de carbono,
talvez eu estaria em paz, se tivesse atrasado a ampulheta da vida que vive nos mirando, como setas de videogame
Nossas escolhas são feitas por furiosos Deuses enterrados em terreno grego que brincam com a gente como aquelas marionetes,
Mais um giro na roda dos incompetentes...
Começo a engolir os dedos, um a um, temperados talvez com ervas daninhas e uma pitada de azeite, pra descer no beco sem saída da minha garganta...
Me passa o sal?
Fico pensando em como os loucos, bêbados e estranhos instintos nos fazem almejar algo antes nunca sentido, ainda mais quando estamos no ápice da insegurança do caminho que desce por água abaixo no ralo da imatura e frágil insensatez, irreflexão....
Insensível....
Mundo de trapos televisionados....
Engulo mais um dedo, pena que não gosto de roer ossos...
Continua sem sal...
Quanto mais velho a gente fica, mais rabugentos e burros nos tornamos,
Talvez pelo fato de termos consciência dos defeitos inorgânicos do nosso ato de pensar....
O ser humano é distinguido por ‘pensar’
Pensa tanto que o mal do século é a depressão inoportuna!
Tanta imundície de pensamentos, reflexões, desejos platônicos de algo inalcançável, que deixam de ser prazerosos e tornam-se o maior pesadelo...
O que fazer? Musica alta...assim ninguém te ouve e você não ouve ninguém...
Te perseguem como se fossem falantes de cinema mudo em uma era qualquer da ignorância e do desafeto...
Me dá um dedo seu? Os meus já estão quase no final
Meus olhos já estão cansados, extraviados e furados como couro de touro em tourada, já esvaziado pela diversão alheia, risos sangrentos e com sede de dor....
Já não quero mais dizer o intragável e incompleto sentimento de ardor, tipo chama em mato verde, pinga sem limão, areia nos olhos, mente ralada....
Limite-se nas muletas dos sonhos, um dia a mais ou um dia a menos enxergará o cheiro de imaturidade...
Garçonete! Por favor, recolha a ossada...
Já estou satisfeita, obrigada!
03/09/2007 - Vidas Alegóricas
Agora ouvi um deboche assoprante de um aluno na aula de literatura. Provavelmente um idiota* com o cabelo bem cortado, que na primeira navalhada que minha língua lhe desse em público, é possível que me ataque com os olhos cheios d´água e vazios de razão. E esses que iniciam ciclos de ofensas [por mais que inocentes], sempre levam a surra devida de um calmo filho-da-puta como eu. O cheiro de sangue é um detalhe, um símbolo da vazão da estupidez. Por um motivo de forma geral, negligência à evolução mental. Imaginemos que um pentagrama seja uma figura humana com suas cinco extremidades. Digamos que os que estão de cabeça pra baixo não sejam tão "satânicos", talvez signifiquem uma aversão ao intelecto humano já que a cabeça é colocada ao inverso dando ainda uma ênfase aos instintos primais...
"A genética pode alterar nossa verdade?" Minha falta de coragem para mentir já me cala dentro da expectativa de vida de uma jarra de suco aberta na mão de um bêbado dirigindo um cart. Não sei quem amolou Machado de Assis, mas andam me amolando muito... Minha língua então nem se fala, mas quem é que vai ter força pra tirar essa Excalibur contemporânea da pedra que mais parece uma gosma de mentiras?
* Pomada [Machado de Assis] hahahhaha
[Felipe Galvan]
Só Chamar

[Karina Macaron]
Quando olho o espelho, vejo algo semelhante a um grito
Quanto mais espero mais me fujo.
Reza de santo, vô preto, libertações, santo daime, já fiz de tudo
Mas minha mente insiste em não colaborar.
Que ironia, livros de auto-ajuda me destroem.
Me pego em pensamentos estranhos, com pingos de pessimismo, chuviscos de ironias, e todo mundo fala que eu tenho que ter paciência...
Ai, paciência...
Dizem que é a virtude do homem...
Pra mim expressões ainda valem mais do que sapos engolidos, presos em um barbante sem fim...
Apesar dos pesares ainda aposto no incerto, no tempo.
Pra quê ter tanta segurança de tudo?
No final das contas você conta apenas consigo mesmo...
Minha mente, ainda manca, de joelhos ralados e barriga saliente, tropeça com meu passado e meu presente...
Que droga, quem mandou andar com os sapatos desamarrados?
Lá vamos nós na estrada empoeirada da vida, resgatar pedaços de memórias antes deixados pra trás por alguma razão...
Não quero montar quebra-cabeças, nem arrancar cicatrizes...
Já não quero mais entender
Ouço um grande eco, tem alguém me perseguindo....
Mente perturbada é pior que mar sem sal, cigarro sem isqueiro, pão sem manteiga, leite com nata, urubu sem tripa, carnificina, cerveja quente...
Não desaparece, não esvazia, não esquece, não escorre, não quebra, não desliga, não queima, não desgruda...
Ouvi uma frase: sua cabeça é seu guia
Tiro a conclusão que a razão tem que sobrepor-se à emoção...
Já imaginou uma cabeça emocionada?
Gosto amargo na boca, cheiro ruim no ar, superfícies rugosas ao redor, visões embaraçadas, surdez total...
Tem algum sentido faltando?
Pode falar, não estou te ouvindo...
Entre e sente-se, ainda tenho convidados...
Eu disse convidados e não auto-convidados...
Detesto café, detesto avril lavigne, detesto, detesto...
Desespero...
Abre essa porta, vai, por favor...
Sempre desconfiei que meu cérebro fosse nervoso, irritado....
Sempre almejei o retardo dos minutos felizes.....
Você ainda não abriu a porta, to esperando...
Sempre quis administrar bem meus furiosos nervos...
Cura não tem, esperança talvez, aposta em mim?
Já estou ficando irritada, abre a porta, ultima vez que peço....
Não vai abrir? É assim?
(ruídos de metais)
Não tem problema, to com a chave...
Agora, por favor, eu entro e você sai.
31/08/2007 - Válvula de Escape?
Estou no meio de uma sala de aula de 120 pessoas conversando entre si, e estou sozinho, não sei nem onde por os braços; Parece que até meu Anjo de Guarda ( se é que tenho um ) está me dando privacidade para o constragimento jazer mais confortável.
Estou irritado, se fosse na minha infância, me desenharia dos braços as calças e sairia da sala tão atordoado [...] passo a passo, esquecido de como se anda, com tantos desenhos e a roupa torta. Estaria parecendo um caminhoneiro bêbado e tatuado. Acho que freiras me olhariam com uma certa pena. Mas existem vantagens em estar sozinho. Não tenho um amigo indiscreto me envergonhando toda vez que passar uma gostosa por perto.
Só respiro entre parágrafos, reparei isso hoje, que mergulho na idéia. E tenho certeza, não sou um mergulhador profissional.
o Desleal
Quando se dá o clique da maçaneta
Vem um frio na barriga
De quem espera apenas o perdão
Seguido de um abraço
A promessa tem a beleza de uma manhã
Em que o sol bate suave em um doce amarelo
O gosto do calor impregnante
Do suor sem água Pra se lavar
Do tapa enfurecido no contrapé do pernilongo
Fica pra deslealdade
Maldita hora em que optei por pensar pouco
Ser igual aos cabeças frias do meu tempo
Optei pelo mormaço
Torturado pouco a pouco
Quem és? Dante.
O que fantasiaste, de fato senti
O que descreveste Paguei em juros
Mas me rasgo em inveja
Ao contrário de ti , companheiro
Nem consigo externar
Que Inferno!
Nunca me satisfaço ao ato de Parafrasear.
Que Inferno ter consciência,
e ser dualista de pesá-la com Meus atos.
Não me peguem!!! Não me devorem!!! Demônios da Indisciplina e do Desequilíbrio.
SOU MEU PIOR INIMIGO ARMANDO MAIS UMA CILADA.
Se não me Engano 01/09/2007
É ótimo ver pessoas felizes.
Difícil mesmo é acha-las
Aonde vou escuto inúmeras pessoas dizendo verdades estúpidas, alguns passam o restante de suas vidas mexendo suas bocas, e nem prestando ao assunto.
Aos 22, descobri muita coisa, inclusive que não há verdade, o que me poupa de um desgaste imenso; Me atando ao tal do silêncio. Algo tão simples porém tão místico e poderoso, uma cortina de nada que esconde uma surpresa... talvez seja por isso muitos casamentos acabam [...]
O silêncio é um Doutor que examina a todo tempo,e o Diagnóstico dado, torna-se um vício, uma doença compulsiva, julgar. Uma nuvem? Um enxame? Uma tempestade? Um Ato Falho saqueado do avesso! E então a xícara se enche, e eles que têm medo de derramar o conteúdo, confundem-o com ouro e assim bebem toda a merda.
A direção independe de velocidade, mas depende do sentido, a vontade é um gancho .. o resto é dado.
Intervalos de aula, estádios de futebol, de golfe, purrinha, botecos, portas de padarias; Todo lugar em que tento ativar um pé de vento pra minha sorte... pro meu norte, te algum idiota falando que alguma maldita coisa toca mp3, daqui a pouco garrafas de bebida tocam mp3, e podem até tocar um mar de blues, até um techno-xaxado, mas irão me irritar. A tecnologia antes de curar o câncer cria muitos outros cânceres por ai... e a conversa desses focos de celulas defeituosas sempre terminam a conversa "bla bla bla ... USB".
O povo unido é um bando de vencido. Mas não me isento também me resumo a um covarde que só escreve nas horas vagas. A alimentação matrix de um idiota é pela opinião concórdia de outros idiotas. E isso sim de fato é um sistema tirânico... mas com uma vantagem a possibilidade de fugir disso tudo, Vá! A porta está aberta! Mas é estreita! E pagamos um pequeno preço pela liberdade. Ser um maldito, você brilha e ofusca tanto os idiotas que se torna uma maldição a eles.
Um Deus Sol Vencido também.
[Felipe Galvan]
Um Endredon Uma Pétala e um Petulante.
Olhando pra´ quele pano violeta
Jogado ao chão ignorando o ardor da tarde
Da cor do seu quarto
Deu-me saudades de quando éramos aquele pano
Apenas uma coberta violeta
Um quarto disforme
Aonde o sol batia
A procissão passava
A pobreza sorria
[A riqueza mutava
E nós ali, na nossa coberta
Como se o tempo não passasse
Esquecemos a idéia mecanicista
Esquecemos Descártes
Voávamos do concreto
[ À ferrugem mais agradável
Uns eram presos
Outros reabilitados
Outros corrompidos
Tapas
Luvas
[Manipulações
Como se a chuva não passasse
Esquecemos e,
Agora retomamos
Um gole no campari
Me faz lembrar quanto é breve a doçura


