Sempre me deparo com críticas a "filhos de vó" "criados em apartamentos". Posso muito declarar sobre tal. Nunca vi nenhum desses serem idiotas, mas sou suspeito pra falar. Quantos filhos de "mães" por aí não chamei pra acampar e eles queriam banheiro e bebedouro no mato? Nesse caso é respeitável apenas a necessidade das mulheres. Quantos filhos de "mãe" são chatos pra aceitar comida?...
Nesse mundo brincam com nossa alma, usando de estereótipos inconscientes. Essas inconhas nos devem perturbações pelo fato de aceitarmos esse lixo mental de baixa qualidade [provável origem televisiva] ondas de pedra vagando em nosso mar sub/incônscio.
A maioria daqueles criados com Avós que pude conviver, demonstraram sim, uma certa paixão por revoltas, mas a maioria até mesmo pela "lógica violenta" têm sérios problemas focados na separação dos pais. Mas não estou aqui escrevendo dramaturgia, mesmo se estivesse não subiria na cruz, pra demonstrar excessos de razão/reclamação.
Gosto de reclamar, no sentido de sua etimologia, aonde tiver oportunidade de ver ou ler um Clamor de um cérebro fundido pela rede aborígene de televisão, estaria no caso apenas RE-CLAMANDO.
Vim para sabotar o português, por quê pareço em rodas de revoltas, mas dou foda-se sem agressividade. Apenas sei separar o que é problema meu e o que não é. O que me preocupo. E os problemas alheios em que posso ajudar. Se não posso nada fazer entrego ao deus Apollo o SOL. "Sol"amento. A vida é dura como diria no "Cheiro do Ralo" a vida é louca como diria Cazuza e como diria o velho Lobo vida é bandida a vida é doce e como eu digo, a vida continua. Já passamos da fase dos intelectuais de boteco, intelectuais de rodoviária, oportunistas pseudo-Dostoiévskis de ocasião, biscates de troco uma poesia por marafo*. É certo que pareço agressivo pelo meu perfil do orkut e minhas escritas e alguns comportamentos, mas não vai ser aqui no ápice da inspiração que vou me assumir uma pessoa amável, ética e justa. Mas em nome dos injustiçados mostro algo de um mundo desconhecido pra muitos.
Quem mora com avós, compreende as pessoas com mais paciência, começa a cuidar mais cedo de quem os criou, aprende-se também, aquela magia dócil do prazer de cozinhar e receber alguém em casa, em servir cerveja, em banalizar divórcios, e começar a ajudar em casa trabalhando antes de todos, também assumir uma vida mais adulta e independente mais cedo.
Mas não confundam, adultos com "gente grande" aqueles que percebíamos com mais facilidade quando éramos crianças, aqueles que comeram uma mulher primeiro que todos, bateram punheta antes de todo mundo, já dirigiram várias vezes, isso é o que eles dizem, huh?. Agora esses pseudo-adultos estão mais difusos e disfarçados, mas já detecto esses "campeões" de longe e aprendi o nome de uma suposta patologia para relacionar a isso, banalizando-os para não me irritar [gosto dos meus sapatos sem pedras, meus rins também.] chamamos isso de Crianças profissionais. O que substituiu o brinquedo mais legal do mundo passou a ser um cigarro, um carro rebaixado, um mau-gosto irritante ou um bom-gosto ostensivo e forçado para seus intelectos.
Eta lelê to toma toma!!!
*N.P. Nota do Putardo[Marafo: Nome para Aguardente provavelmente vindo do Iorubá ou outro idioma africano]
Cuidado aguardente parece algo que os aguarda em qualquer esquina... que pena.. ou não? Gira seu mundo... Come essa vida antes que a vida te coma, ainda mais se a vida for um Macho no cio... corra corra... corra corra... antes que lhe currem e nessa hora não há aguardente pra vos ajudar. hahahaha
[Felipe Galvan]
25 Setembro 2007
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2 comentários:
De rótulo se vive a vida...
Não acho problema ser criado por avós, não acho problema ter pais separados, não acho problema ter cabelo rosa, não acho problema viver de artesanato no meio do mato. Quem rotula, que ache.
Sobre a sua "agressividade", é como aquela velha frase clichê "não tô aqui para agradar ninguém"!
Bjocas
Vc é legal!!!
UHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHA!!!
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